quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Feliz Dia do Educador


ENSINAR O QUE NÃO SABE


...e chega o momento quando o Mestre toma o discípulo pela mão, e o leva até o alto da montanha. Atrás, na direção do nascente, se vêem vales, caminhos, florestas, riachos, planícies ermas, aldeias e cidades. Tudo brilha sob a luz clara do sol que acaba de surgir no horizonte. E o Mestre fala:

“Por todos estes caminhos já andamos. Ensinei-lhe aquilo que sei. Já não há surpresas. Nestes cenários conhecidos moram os homens. Também eles foram meus discípulos! Dei-lhes o meu saber. E eles aprenderam as minhas lições. Constroem casas, abrem estradas, plantam campos, geram filhos... Vivem a boa vida cotidiana, com suas alegrias e tristezas. Veja estes mapas!”

Com estas palavras ele toma rolos de papel que trazia debaixo do braço e os abre diante do discípulo.

“Aqui se encontra o retrato deste mundo. Se você prestar bem atenção, verá que há mapas dos céus, mapas das terras, mapas do corpo, mapas da alma. Andei por todos estes cenários. Naveguei, pensei, aprendi. Aquilo que aprendi e que sei que está aqui. E estes mapas eu lhe dou como minha herança. Com ele você poderá andar por estes cenários sem medo e sem sustos, pisando sempre a terra firme. Dou-lhe o meu saber.”

Aí o Mestre fica silencioso, olhando dentro dos olhos do discípulo. Ele quer adivinhar o que se esconde naquele olhar. Examina seus pés. Nos pés sólidos se revela a vocação para andar pelas trilhas conhecidas. Quem sabe isto é tudo aquilo de que aquele corpo jovem é capaz! Quem sabe isso é tudo que aquele corpo jovem deseja! Se assim for, talvez o melhor fosse encerrar aqui a lição e nada mais dizer.

Mas o Mestre não se contém e procura, nas costas de seu discípulo, prenúncios de asas - asas que ele imaginara ter visto como sonho dentro dos seus olhos. O Mestre sabe que todos os homens são seres alados por nascimento, e que só se esquecem da vocação pelas alturas quando enfeitiçados pelo conhecimento das coisas já sabidas.

Ensinou o que sabia. Agora chegou a hora de ensinar o que não sabe: o desconhecido.

Volta-se então na direção oposta, o mar imenso e escuro, onde a luz do sol ainda não chegou.

“É este o seu destino. Os poetas o tem sabido desde sempre: A solidez da terra, monótona, parece-nos fraca ilusão. Queremos a ilusão do grande mar, multiplicada em suas malhas de perigo” (Cecília Meireles)

“É preciso navegar. Deixando para trás as terras e os portos dos nossos pais e avós, nossos navios têm de buscar a terra dos nossos filhos e netos, ainda não vistas, desconhecidas” (Nietzsche)

Mas para estas aventuras meus mapas não lhe bastam. Todos os diplomas são inúteis. E inútil todo o saber aprendido. Você terá de navegar dispondo de uma coisa apenas: seus sonhos. Os sonhos são os mapas dos navegantes que procuram novos mundos. Na busca de seus sonhos você terá de construir um novo saber, que eu mesmo não sei... E os seus pensamentos terão de ser outros, diferentes daqueles que você agora tem.

Seu saber é um pássaro engaiolado, que pula de poleiro a poleiro e que você leva para onde quer. Mas dos sonhos saem pássaros selvagens que nenhuma educação pode domesticar.

Meu saber ensinou-o a andar por caminhos sólidos. Indiquei-lhe as pedras firmes, onde você poderá colocar seus pés, sem medo. Mas o que fazer quando se tem de caminhar por um rio, saltando de pedra em pedra, cada pedra uma incógnita? Ah! Como são diferentes o corpo movido pelo sonho e o corpo movido pelas certezas. “Sobre leves esteios o primeiro salta para adiante: a esperança e o pressentimento põem asas em seus pés. Pesadamente o segundo arqueja em seu encalço e busca esteios melhores para também alcançar aquele alvo sedutor, ao qual seu companheiro mais divino já chegou. Dir-se-ia ver dois andarilhos diante de um regato selvagem, que corre rodopiando pedras : o primeiro, com pés ligeiros, salta por sobre ele, usando as pedras e apoiando-se nelas para lançar-se mais adiante, ainda que, atrás dele, afundem bruscamente nas profundezas. O outro, a todo instante detém-se desamparado, precisa antes construir fundamentos que sustentem seu passo pesado e cauteloso; por vezes isso não dá resultado e, então, não há Deus que possa auxiliá-lo a transpor o regato.” (Nietzsche)

Até agora eu o ensinei a marchar. É isto que se ensina nas escolas. Caminhar com passos firmes. Não saltar nunca sobre o vazio. Nada dizer que não esteja construído sobre sólidos fundamentos. Mas, com o aprendizado do rigor, você desaprendeu o fascino de ousar. E, até desaprendeu mesmo a arte de falar. Na Idade Média (e como a criticamos!), os pensadores só se atreviam a falar se solidamente apoiados nas autoridades. Continuamos a fazer o mesmo, embora os textos sagrados sejam outros. Também as escolas e universidades têm seus papas, seus dogmas, suas ortodoxias. O segredo do sucesso na carreira acadêmica? Jogar bem o boca de forno, aprender a fazer tudo o que o seu mestre mandar...

Agora o que desejo é que você aprenda a dançar. Lição de Zaratustra, que dizia que para se aprender a pensar é preciso primeiro aprender a dançar. Quem dança com idéias descobre que pensar é alegria. Se pensar lhe dá tristeza, é porque você só sabe marchar, como soldados em ordem unida. Saltar sobre o vazio, pular de pico em pico. Não ter medo da queda. Foi assim que se construiu a ciência: não pela prudência dos que marcham, mas pela ousadia dos que sonham. Todo conhecimento começa com o sonho. O conhecimento nada mais é que a aventura pelo mar desconhecido, em busca da terra sonhada. Mas sonhar é coisa que não se ensina. Ele brota das profundezas do corpo, como a água brota das profundezas da terra. Como Mestre, só posso então lhe dizer uma coisa: “Conte-me seus sonhos, para que sonhemos juntos”.


Ruben Alves

(Publicação Revista Psicopedagógica/1994)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Caiu na REDE é peixe.

Mais um vídeo que saiu na mídia do trabalho na
Santa Casa na comunidade do Bairro da Paz.

Nossa EIC não poderia está de fora.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Jovens da EIC - Debate Político

Fórum permanente de entidades do Bairro da Paz
e
EIC Bairro da Paz







1. Apresentação

O Fórum Permanente de Entidades do Bairro da Paz e a EIC – Bairro da Paz estão promovendo um debate político com os candidatos a vereador da cidade do Salvador que também são moradores do Bairro da Paz.


Após a Oficina sobre Política, mediada por Luciane Alcântara, pedagoga do Jornal A Tarde, os educandos da EIC e os moradores presentes conseguiram visualizar a importância da política em suas vidas e perceber o quanto as decisões políticas interferem em suas vidas cotidianas.

Diante da repercussão dos dois dias de oficina, a EIC e o Fórum Permanente propuseram aos candidatos, Arlindo Machado (PRP), Carlos dos Santos (PT), Pastor Francisco (PRB) e Valdemar Bibiano (PMN) um debate no qual a comunidade poderá conhecer as propostas destes concorrentes à Câmara dos Vereadores que disputam seus votos.


2. Parceria com o Jornal A TARDE

Com a parceria firmada pelo CDI (Comitê para democratização da Informática), a EIC Bairro da Paz vem recebendo desde 2007 edições de diárias do Jornal A Tarde, o que lhe deu um prêmio com o uso do jornal para educação com Temas aleatórios. O projeto consiste em mostrar aos educandos a importância de pesquisar nos jornais, as oportunidades de emprego, escrevendo uma carta resposta de forma clara e concisa não é garantia da sua inserção no mercado de trabalho, mas contribui para que ele se destaque diante de seus concorrentes.

Além disso, dessa parceria resultou a Oficina sobre Política, que inspirou a idéia do debate que propomos neste documento.

Nesse sentido, com a finalidade de que sigamos nesta frutífera direção das ações conjuntas, solicitamos que a pedagoga Luciane Alcântara seja a mediadora do debate político da comunidade.


3.
O debate

Data: 27 de agosto de 2008

Horário: 09:00 as 11:30

Duração: 2 horas e meia


Procedimento:

Mediação

Sorteio dos candidatos e temas

Contabilização do tempo de fala dos participantes

Eventual arbítrio sobre atitudes indevidas dos candidatos


Etapas e Regras


Blocos:

Serão cinco blocos.

Os três primeiros blocos terão temas determinados (o mediador fará sorteio sobre o tema).

O quarto bloco terá tema livre (os candidatos terão direito à réplica e tréplica).

No quinto bloco serão feitas as considerações finais.


Da duração do evento

O evento terá a duração de 2h30min, aproximadamente.

Cada candidato tem 3 minutos para responder as perguntas.

Cada candidato tem 1 minuto para formular as perguntas.

As réplicas serão feitas em 2 minutos.

As tréplicas serão feitas em 1 minuto.

As considerações finais serão feitas em 3 min.

Haverá 4 minutos de intervalo entre os blocos.


Dos temas

As perguntas girarão em torno dos seguintes temas:

Saúde;

Educação;

Infra-estrutura (saneamento básico, transporte, urbanização, asfaltamento etc.);

Segurança;

Emprego e renda;

Cultura/lazer.


Do sorteio

Durante os três primeiros blocos, o mediador sorteará um tema e em seguida sorteará um candidato, que fará uma pergunta sobre este tema a outro participante. O candidato que respondeu fará uma pergunta a outro candidato que ainda não tenha se pronunciado. Essa regra segue até que todos se pronunciem.

Durante o quarto bloco, o mediador sorteará um candidato, que fará uma questão sobre um tema de livre escolha a outro participante. O candidato que respondeu fará uma pergunta a outro candidato que ainda não tenha se pronunciado. Essa regra segue até que todos se pronunciem.

No último bloco, o mediador sorteará a ordem de pronunciamento das considerações finais feitas pelos candidatos.


Informações complementares

Teremos caixas para sortear o nome dos candidatos.

Teremos caixas para sortear os temas determinados.

Nos casos de ofensa, calúnia, difamação, uma comissão julgará a procedência da acusação e o direto de resposta por parte do candidato que se sentiu ofendido, podendo ser atendida a sua reivindicação ou negada.

No caso de não comparecimento, o candidato terá sua cadeira vaga, atestando sua ausência, e os demais candidatos poderão fazer referências à sua pessoa.

O candidato não poderá enviar um representante com a finalidade de substituí-lo no debate.



sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Primeira EIC Dual Boot da Bahia



O que é Dual boot?


Dual Boot é instalar dois sistemas operacionais em um máquina!

Para entender melhor!


Nós tínhamos micros com o Windows e após a formação no CDI (Comitê para Demoscratização da Informática) resolvemos experimentar o DEBIAN, mas sem necessitar usar outras máquinas para instalá-lo.

Como sabíamos que era possível instalar Debian e Windows no mesmo PC e deixar os dois sistemas convivendo pacificamente, nesses casos, resolvemos usar um programa chamado gerenciador de boot, que, na hora de ligar a máquina, nos permite escolher Windows ou Debian.

Esse o esquema chamado dual boot, ou dupla inicialização.

AGRADECIMENTOS:

A EIC Bairro da Paz agradece aos educadores Rafael Sacramento e André Leandro pela instalação dos softwares livres e pelas atualizações de pacotes do Windows.

Ao nosso facilitador e educador Jonatan Amorim ( assistente pedagógico do CDI/BA) nosso maior incentivador e parceiro, nos ensinando como manusear e instalar estes softwares.

Nossa equipe não poderia esquecer também da nossa coordenadora e amiga Jamille Maria (Supervisora Administrativa - SCMBA) que permitiu a implantação do projeto Dual-Boot, fazendo coma EIC Bairro da Paz sempre se destaque através dos avanços e inovações, se tornando sempre pioneira.

As.: Diego Mota ( Educador e Designer)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Comunidade


EIC Bairro da Paz


O que é comunidade?



É um conjunto de seres vivos inter-relacionados, que habitam em um mesmo lugar.


1.Qualidade de comum;

2. A sociedade;

3.Grupo de pessoas que vivem em comum, sujeitas a convenções (religiosas, econômicas, comportamentais, etc.) válidas para todas;

4. O local onde elas vivem.

Turma: A1 e A2


Qual a nossa comunidade?

Turma: A3 e A4




Bairro da Paz antes


Entrevistas :

“Antigamente, o bairro era conhecido como Malvina, as casas eram de taipa, barro, lona, tábuas, etc. Não existia água encanada, nem energia elétrica, fazíamos fontes e utilizávamos velas e candeeiros. Não tínhamos saneamento básico, lazer, colégio com o ensino médio de qualidade muito menos segurança.” Sandra, 34 anos


“Moro no Bairro da Paz a 17 anos, quando cheguei aqui as casas eram feitas de tábuas com o chão de barro, sem encanação de esgoto. Tinham muitos matos nas ruas. Não tinham mercados, farmácias, posto médico, escolas e nem creches.

Mudou algumas coisas, porém é necessário melhorar as escolas, asfaltar todas as ruas, uma ampliação nos atendimentos do posto médico, para melhor atender a comunidade, um posto policial que cumpra o seu trabalho. " Vânia, 39 anos.


Que tipos de lazer o moradores queriam que tivesse no bairro da Paz?

  • Casa de Show
  • Clube
  • Parque
  • Circo
  • Clube
  • Cinema
  • Quadra poliesportiva

Turmas C3 e C4

Bairro da Paz depois

No Bairro da Paz residem cerca de 65 mil habitantes, nos dez anos seguintes a re-ocupação, o número de moradores aumentou em mais de 300%. De 96 até hoje, o aumento foi de 62,5%%.

Em 1996, o bairro foi ligado ao abastecimento de água potável pela embasa. Nessa época já havia energia elétrica. O título de posse foi entregue aos moradores no segundo mandato da candidatura de Imbassahy.

Devido a sua história de árdua ocupação, o bairro da paz tem uma comunidade forte e uma das associações de moradores mais ativas da cidade. A construção de equipamentos no bairro foi concedida através de pressionamentos às autoridades, com manifestações na câmara municipal até barricadas da paralela.

Hoje no bairro, há cooperativas, grupos culturais, escolas, cursos profissionalizantes e culturais, balcão de justiça, duas EICs, Biblioteca Comunitária, Centros de educação infantil e etc.

O Bairro da Paz está alcançando uma melhor organização, hoje podemos dizer que está muito melhor que antes. Mas têm muitas

Turmas C3 e C4


Informações Complementares

Bairro da Paz (Salvador)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Bairro da Paz(antigo Bairro das Malvinas) é um bairro de Salvador, Bahia.

O bairro da Paz, localizado na esquina entre as avenidas Paralela e Orlando Gomes, formou-se a partir da ocupação inapropriada dessa área, que pertencia à Prefeitura, por pessoas de baixa renda. A construção recente das Avenidas surtiram um efeito de super-valorização da área, que foi o principal motivo da reação das autoridades locais. A região do miolo foi ocupada quase sempre da mesma maneira e não sentiu a presença da lei. Na época das primeiras ocupações, em 1982, o governo tentou remover a população diversas vezes, mas as pessoas voltavam e reconstruíam suas casas, mesmo sujeitas aos abusos das autoridades. Diante da resistência dos moradores, a Prefeitura partiu para a negociação e, depois de muitos conflitos tensos, a comunidade estabeleceu-se e ainda conseguiu mudar o próprio nome, Malvinas, que fazia alusão a uma guerra que acontecia na época da fundação. De lá pra cá, o Bairro da Paz adensou-se e hoje tem cerca de 65 mil habitantes. A assistência recebida por eles é parca em relação à sua localização e o bairro é conhecido como um lugar violento. Na visão dos moradores, é unânime o sentimento de exclusão: eles se sentem claramente acuados com o desenvolvimento da Av. Paralela, plena de empreendimentos residenciais de grande porte voltados para as classes A e B.


O Bairro da Paz adotou como data de fundação o dia 23 de abril de 1982. Pessoas de baixa renda ocuparam irregularmente um terreno que pertencia à Prefeitura Municipal. A repressão sofrida não surtiu efeito, de forma que a população sempre voltava e reconstruía os barracos. A gravidade dos conflitos entre eles e as autoridades foi aumentando e o caso ganhou destaque na imprensa baiana. Como, na época, a Argentina e a Inglaterra guerreavam pela ilha das Malvinas, assim ficou conhecida a localidade. Enquanto isso, a Prefeitura usava de força policial e demolia os barracos, que a comunidade insistia em reconstruir. Como a ação não surtia efeito, a Prefeitura cedeu e passou a negociar com os moradores, até que conseguiu transferi-los para uma área em Coutos, a Malvinas de Coutos. Naturalmente, depois de perceber que foram ludibriados e que o local não correspondia com o da ocupação inicial por ser um local de difícil acesso, a maioria dos moradores saiu de lá e voltou a ocupar a mesma área de antes, em 1986. Mais uma vez houve o uso da força policial e derrubadas, mas o Governo de Waldir Pires interveio para que o conflito cessasse, enfim. Os moradores foram cadastrados e foi elaborado um projeto para o Bairro, que não chegou a concretizar-se. Com o término das derrubadas, o bairro estabilizou-se teve seu maior crescimento. De acordo com o IBGE, em 1991, havia 11.241 habitantes, em 1996, esse número pulou para 40 mil e, hoje, há cerca de 65 mil habitantes no bairro. Ou seja: nos dez anos seguintes a re-ocupação, o número de moradores aumentou em mais de 300%, enquanto, de 96 para hoje, o aumento foi de 62,5 %. Em 1996, o bairro foi ligado ao abastecimento de água potável pela Embasa, nessa época, lá já havia luz elétrica. O título de posse foi entregue a moradores no segundo mandato da Prefeitura de Imbassaí. Devido à sua história de árdua ocupação, o Bairro da Paz tem uma comunidade forte e uma das associações de moradores mais ativas da cidade. A construção de cada equipamento do bairro foi conseguida pressionando as autoridades, através da presença de manifestantes na Câmara Municipal até barricadas na Paralela. Hoje há cooperativas, grupos culturais diversos, escolas e pequenos cursos que pululam no bairro.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Bairro_da_Paz_(Salvador)